sábado, 27 de dezembro de 2014

Prisão de cristal - Diego de Souza Santana


Sempre sonhaste em poder sair de tua prisão de cristal.
Enquanto as paredes de teu quarto riem de ti.
Tão suscetível as obras do bem e do mal.
Teu silêncio é uma forma de fugir.

Hoje as barras que fazem tua prisão são o medo de falhar.
Tão minúsculos estão os pedaços de sua essência.
São invisíveis, são um disfarce, com que mobiliaram teu lar.
Levando-te a um estado de sã inconsciência.

Deixa de se preocupar pelo que um dia deixastes para trás.
Deixa de esperar que o tempo acalme os infortúnios teus.
Teus olhos tristes são resultado de sua fortaleza ineficaz.
A ausência que causa um adeus.

Não te acomode e continue caminhando.
Deixa de chorar, tuas lágrimas vão te afogar.
Desenterre teus sonhos perdidos e continue lutando.
E se a vida te pisar, desembrulhe um sorriso e volte a te levantar.

* Poesia retirada de livro "3° Prêmio Literário de Poesia Amigos do Livro"

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