sábado, 27 de dezembro de 2014

Florbela Espanca


Com tantas riquezas
por que me sentir pobre?
e os meus versos e a minha
alma, e os meus sonhos,
e os montes, e as rosas,
e a canção dos sapos
nas ervas úmidas,
e a minha charneca
alentejada,
e os olivais vestidos de
Gata Borralheira,
e o assombro dos crepúsculos,
e o murmúrio das noites...
então isso não é nada?

* Trecho retirado do livro "O dominó preto"

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