Sou triste,
mas me fantasio de alegria.
E, por viver em desarmonia,
teço sorrisos de poucos segundos.
Sou alegre,
mas me fantasio de tristeza.
E, por viver em pequeneza,
teço lágrimas de pouco sentido.
Sou um e dois, porque três já não posso ser:
como vida e morte podem também ser
a razão de viver e morrer?
Sou ambos, estou fixo e também mudando;
se não fosse mistura, variedade pura,
não seria humano.
* Poesia retirada de livro "3° Prêmio Literário de Poesia Amigos do Livro"

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